Desnorteados, e completamente perdido, nós três estávamos tentando entender
como fomos parar na Floresta Mística, um lugar que devido ao tempo deveria ter
desaparecido. Caio e Paola, se sentam ao chão, tentando pensar em uma maneira
de sair dali, eu fiquei observando e lembrando das histórias gregas, dizendo
que as Ninfas eram defensoras das Florestas, para matar alguém elas se
transformavam em árvores e confundiam a pessoas, para que ela se perdesse e
morresse de fome, desagradável não? Principalmente quando você está dentro
dessa Floresta.
Ao meu raciocínio as Ninfas já sabiam que estávamos ali, parados no meio da
floresta sem saber o que fazer, não era difícil fazer contato com uma Ninfa, o
problema era tentar fazer com que ela confiasse em você. Mas naquele momento
não tínhamos outra opção. Olhei para os lados e comecei a falar, não tão baixo,
para que elas pudessem ouvir, e nem tão alto para acordar algo que realmente
não quisesse ser acordado, e as palavras saíram:
- Ninfas, eu sei que podem me ouvir, quero a ajuda de vocês, temos que sair
daqui fomos trazidos por alguém ou algo que não conhecemos, podem nos ajudar? –
Caio olha para mim e diz:
- Está louco, nem sabemos se elas existem, fora que se elas existissem
ninfas não são de confiança, mesmo que sejam conhecidas como Deusas das
Árvores, são traidoras de primeira linha. – Paola levanta e fala:
- Acha mesmo que estávamos na Floresta Mística, e que elas podem nos ajudar?
- Não tenho certeza de ambas as coisas, mas por ler tanto sobre a Floresta,
se estivesse dentro dela eu saberia, e essa floresta é exatamente como a
do livro, e outra como o Caio disse, acreditar numa Ninfa é como acreditar na
mentira, mas elas podem ser nossa única chance de sair daqui.
Após algum tempo fiquei esperando, ansiosamente uma resposta delas, mas nada
se foi ouvido, quando pensei em tentar novamente alguém aparece atrás de nós e
fala:
- O que querem de nós mortais?
Assustados viramos para trás, e nos deparamos com uma Ninfa, não havia como
evitar dizer que ela era linda, apesar de ser a primeira vez que vi uma Ninfa,
ela era alta loira, com um pele reluzente, seus olhos azul safira,
impressionavam qualquer um, eu então parei de olhar diretamente, e disse:
- Sei que você ouviu Ninfa, queremos sair daqui. – ela sorriu largamente e
respondeu com gargalhadas:
- Estão de brincadeira, não é mesmo? É impossível sair daqui, todo esse
lugar é protegido pelo poder de nosso pai... – e Paola completou
- Zeus! – a Ninfa olha atentamente para Paola chegando mais perto, senti seu
cheiro e diz:
- Vocês não são meros mortais, tem algo em vocês que incomoda, qual o seu
nome menina?- Paola olha para Ninfa e diz:
- Diga o seu primeiro, pois não quero ficar te chamando de Ninfa o tempo
todo, além do mais você não é a única Ninfa nessa floresta, não é mesmo? – a
Ninfa sorri para ela e responde:
- Bom como queira, aliás, é verdade que não sou a única aqui, todas essas
árvores são Ninfas, meu nome é Viviane. – ao dizer seu nome Paola responde:
- O meu é Paola Gregori. – a Ninfa olha assustada para ela, depois virou
para nós dois perguntando rapidamente:
- E o de vocês dois? – tentando ser o mais educado possível respondemos:
- O meu é Victor Torrent.
- O meu é Caio Dorin.
A Ninfa com a cara mais vermelha e assustada que já havia visto, curva – se
diante de nós e diz:
- Bem vindo Filhos dos Três. – eu olhando estranhamente para ela, e
lembrando que no momento em que Paola estava sendo “possuída” ela disse “Vocês
três, filhos dos mais poderosos, estão condenados à morte!”, perguntei:
- Porque Filhos dos Três? – Viviane se levanta e diz:
- Sigam – me levarei vocês a pessoa que vai lhes explicar melhor.
Sem contestar Viviane, a seguimos passamos por diversas paisagens lindas,
montanhas, riachos, rios e todos cheios de Ninfas, era tudo tão fabuloso que
dava vontade de ficar por ali mesmo, porém as Ninfas são mentirosas dizem que
te amam, e depois o traem, nesse momento nunca agradeci tanto o meu conhecimento
de Mitologia Grega. Logo percebi que a caminhada estava demorando, mas antes
mesmo que pudesse perguntar Viviane nos diz:
- Chegamos!
“Mas que estranho”, pensei, estávamos apenas parados em frente uma enorme
rocha, que não tinha nenhuma abertura em lugar nenhum, mas Viviane deu dois
toques na rocha e então uma forma retangular como a de uma porta se fez, e que incrível
aquilo foi totalmente sensacional eu estava vendo um dos monstros mitológicos
que eu mais adorava uma Quimera, estranhamente velha, mesmo que se passam
muitos anos, as Quimeras não envelhecem, são imortais assim como as Ninfas. Sem
contar que Quimeras não eram muito amigáveis, mas aquela era diferente ela nos
cumprimentou e sorrindo, eu e Caio trocamos olhares sabendo que aquilo era
estranho, mas mesmo não querendo entrar naquela caverna, nossa curiosidade era
maior, queríamos saber o porque de nos conhecerem como “Filhos dos Três”.
Ao entrar imaginei que aquela caverna deveria estar cheia de coisas mortas e
fedendo a carniça, mas pelo contrario, era um lugar cheiroso bem arrumado sem
qualquer coisa que se parece morto ou cheio de sangue, então a Quimera nos pede
para sentar, em um sofá, fofinho e cheiroso, eu estava começando a achar que
aquela Quimera deveria ser uma “empregada doméstica”, droga esqueça esse
pensamento, e fui obrigado a esquecer, pois a Quimera nos perguntou:
- Então vocês três são Paola Gregori, Victor Torrent e Caio Dorin? – olhamos
e sinalizamos com a cabeça que sim, não tínhamos reação para dizer algo,
qualquer coisa que fossemos poderia ser um pouco pejorativo a ela, mas então
ela quebra nosso silêncio:
- Vocês têm medo de mim, certo? Não precisam se preocupar, eu sou uma antiga
Quimera, traindo meu pai, perdi todos os meus poderes e agora sou uma mera
“dona de casa”, então não se preocupem, podem falar o que quiser.
Nós nos entreolhamos e ficamos um pouco assustados com as palavras da
Quimera, principalmente à parte de que ela traiu seu pai, mais conhecido como
Tífon o Deus da Seca, filho de Tártaro e Gaia, era conhecido por ter seus
filhos com Neméia, assim nascia as Quimeras, mas isso não vem ao caso agora, mas
Tífon não era tão poderoso ao ponto de tirar o poder de uma Quimera.
Caio me olhou, e ele sempre curioso pergunta a Quimera, sem medo ou receio:
- Mas porque você traiu Tífon? – a Quimera o olhou e sorriu, mostrando todos
os seus afiados dentes e diz:
- Vejo que vocês filhos deles, são muito inteligentes em questão de nossas
histórias. Mas essa história é um pouco longa, depois explicarei a vocês, mas
agora deixe me apresentar, já que vocês já são conhecidos por mim, meu nome é
Rosi a Quimera.
Não muito surpreso com o nome dela, nos assentimos observa – lá, já que
Rosi, não é um nome muito assustador, antes mesmo que pudesse concluir meu
pensamento ela diz:
- Agora vou contar a vocês a verdadeira história, de seus nascimentos.
... to be continued
ResponderExcluirHahahaha
Tô adorando!!
oksokaoaksask to RØX mais eu kero ver açao logo! oaskasoksoakaos
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