Mesmo não gostando muito eu estudava sim, era um dos melhores alunos do Colégio Scipiano, "não sei por que, mas todas as vezes que pronuncio esse nome ele me dava arrepios e calafrios", bem mais isso não vem ao caso agora, na escola eu era sempre taxado como estranho, pois as pessoas me chamavam de "Menino Prodígio", isso soava um tanto quanto legal, mas os garotos riam de mim fazendo piadinhas inúteis e sem o mínimo de graça. Em todas as aulas os professores faziam as perguntas mais fáceis a mim, não entendo uma coisa, mesmo quando não estou prestando a atenção na explicação, como consigo responder as questões?! Principalmente as do Professor Italo. Ele dava aulas de História, ele era nojento e estranho, acredite que eu para chamar alguém de estranho ele tinha que ser bem estranho.
As aulas dele eram simplesmente uma das melhores, mas eu me desligava das explicações, algumas vezes, a atenção nunca foi um dos meus pontos fortes, mas mesmo assim fazia o possível para que isso não me atrapalhasse. As melhores aulas do Professor Italo, eram as de "Mitologia Grega", não entendo como, mas conseguia entender tudo sobre o assunto.
Bom além das aulas de História havia algo que também me chamava muito atenção, era uma garota seu nome era Paola, simplesmente linda, cabelos castanhos com mechas loiras, olhos redondinhos e castanhos claros, um sorriso tão radiante quanto a luz de um diamante a frente do Sol, mas o que realmente me chamava a atenção, era sua simplicidade e humildade. Ela era demais, estava acima de qualquer menina da escola, tanto na beleza quanto nas qualidades. O que eu não entendia direito, era o fato de porque ela sempre me olhar como se me conhecesse de algum outro lugar,, era como se ela soubesse quem eu realmente era, isso me assustava muito.
Naquele dia iríamos ao Museu de Arte Grega, adorava aquele lugar, acho que já havida ido até lá umas dez vezes, mas o estranho mesmo era que me soava familiar, como por exemplo, todas as vezes que vejo a estátua de Hércules, sinto como se eu já houvesse pegado a sua espada.
Chegando ao museu, o Professor Italo pediu para que nós nos dividíssemos em grupos de três pessoas, eu como sempre escolhi Caio, meu melhor amigo da escola e de todos lugares, um moreninho alto, cabelo encaracolado e castanho claro, olhos castanhos escuros, redondos e de porte médio, ele era superengraçado, sempre desligado nas aulas, mas se dava bem em todas provas. Já estávamos saindo para começar nossa excursão, a procura de algo realmente curioso, e conhecer um pouco mais sobre a mitologia grega, mas antes que pudéssemos sair nosso Professor percebe que íamos em apenas dois, assim fez uma coisa realmente surpreendente, colocou Paola em nossa dupla, eu e Caio nos olhamos e então, ficamos parados até entender o que estava acontecendo, se aquilo realmente estava acontecendo.
Sem contestar nosso Professor, aceitamos que ela viesse com agente parada do nosso lado, perguntamos:
- Tem algum lugar que você prefere começar? - ela nos olhou como se tudo estivesse bem e respondeu com sua voz tão doce e meiga
- Podemos começar pela Caixa de Pandora, o que acham?
Eu me assustei ao saber que ela também se interessava por Mitologia Grega, mesmo que a Caixa de Pandora, não seja comprovadamente uma história grega, ele me fez sorrir e responder a gaguejos:
-Ca... Ca... Claro vamos sim! - Caio me deu uma cotovelada no braço, para que eu acordasse do transe.
Saímos em direção a Caixa de Pandora, uma arte grega muito interessante, principalmente nos seus dizeres "Mostre ao mundo como realmente são os sentimentos.", sim eu entendo grego antigo, incrível não? Bem a historia diz que todos os sentimento vieram de dentro da Caixa de Pandora, mas o único que ficou dentro da caixa foi a Esperança, por isso que até hoje ninguém sabe se ela é boa ou ruim. O pessoal do museu dizia que aquela Caixa de Pandora era a verdadeira, que existiu a mais de 20 séculos atrás.
Começamos a estudar a Caixa de Pandora, observando atentamente, começamos a escrever fatos que conhecíamos, e as dúvidas que apareciam, ao decorrer do estudo da Caixa, estava tudo normal, quando de repente estávamos começando a sentir falta da Paola, olhando para os lados não a conseguia ver se ela estava por perto, ao virarmos para Caixa, Paola estava ao lado do objeto, corremos até ela que estava tentando abrir a Caixa de Pandora, quando eu perguntei:
- O que está tentando fazer, isso além de ser loucura é um crime, para Paola você pode quebrar a Caixa. - ao virar seus olhos estavam brancos sem sentimento, e ela começa a gritar:
- Afaste-se filho do Mar, a presença de vocês é esperada por ele, e nós vamos encontra - lo hoje. Vocês três, filhos dos mais poderosos, estão condenados à morte!
Após ela dizer tudo, não tinha mais dúvidas que tinha algo estraho com ela, e então disse a Caio para me ajudar a tira - lá dali, mesmo com medo ele balança dizendo que sim, passamos rapidamente a faixa de proteção e a seguramos, mas além da voz diferente, tinha uma força fora do comum, após várias tentativas, não conseguimos ao menos move-la.
Então após um bom tempo começamos a achar estranho o fato de que ninguém aparecia por lá, pois o museu estava na hora de abertura, onde geralmente está cheio, assim ao desviar o pensamento de Paola, ela consegue abrir a Caixa de Pandora, quando pensamos que nada iria acontecer, pois apesar dos guias terem nos ditos, que a Caixa era verdadeira, nunca acreditávamos, mas logo mudamos de idéia quando um fortíssimo tornado nos puxou para dentro da Caixa, e a pequena luz que seria a abertura da Caixa, some e nós não conseguíamos mais ver nada.
Começamos a cair, não sabia se iriamos sobreviver a uma queda daquelas, olhando para o lado percebo que Paola estava desacordada, fui tentando empurrar meu corpo para mais perto dela, assim que consegui pegar em sua mão a puxei para perto de mim, e virei de costas, e assim caímos com uma força gigantesca ao chão. Quando eu acordo na mesma hora percebi que não estávamos mais em São Paulo, era uma floresta, que apesar de ter uma mata fechada, o sol conseguia clarear bem, mesmo não conhecendo aquele lugar, não parecia assustador, mas sim confortável, então comecei a lembrar de alguns livros que havia lido, e percebo que aquela floresta, era nada mais que a Floresta Mística, lar das Ninfas. Mas não fui o único a perceber, Caio também havia se certificado disso, prendendo minha atenção a floresta, havia esquecido completamente de Paola desacordada, quando me lembrei dela, sentei no chão e a coloquei sobre minhas pernas e comecei a chacoalhar ela, para que acordasse, depois de várias tentativas ela acorda e pergunta:
- Você é um anjo? - eu dou um sorriso ligeiro e respondo
- Não, mas bem que eu gostaria de ser, sou eu o Victor da sua sala, você desmaiou levante.
Não primeira tentativa ela cai novamente por perder o equilíbrio, mas logo recobra os sentidos, e pergunta:
- Onde estamos: - Caio olhando para o céu azul responde a ela:
- Na Floresta Mística, lar das... - antes que pudesse concluir Paola diz
- Ninfas!
- É isso mesmo. - diz Caio.
Nenhum de nós estava acreditando naquilo, a Floreste Mística, era apenas uma lenda, não deveria existir, são histórias coisas criadas, com magia e tudo mais, apesar de não estar muito convencido sobre ser mesmo a Floresta Mística, eu havia pesquisado muito sobre ela, e então era quase impossível de não conhecer, o calor confortável, a brisa refrescante, não sei como, mas conseguia sentir o poder dela, como estava escrito nos livros.
Ao observarmos bem o lugar, começaram a aparecer diversas perguntas em minha cabeça "Isso é de verdade?" "Não é um sonho? Eu morri?”, e mais algumas, e Caio quebra o silêncio dizendo:
- Então o que faremos? - eu olhando para os dois respondo:
- Não sei, eu sinceramente não sei.
Mano ta muiot RØX continua logo! ;P
ResponderExcluirCaramba Vi, vc escreve muito bem, sabia?
ResponderExcluirAhh é claro que vc sabia.. senão não teria escrito.. Agora vou ler a continuação..
Fiquei ansiosa!! rs
Beijinhos
"ANCIOSA" com "C" Vanessa.
ResponderExcluirNooossa meu, tá muito, muito bom ((:
ResponderExcluirParabééns Victor ;D
haha' tinha que ser eu a possuída ;s
Beijos;*
Paah